Comitê organizador do Mundial e ministro do Esporte avaliam, em seminário, planejamento da capital mineira
Belo Horizonte vai dar oficialmente, dia 10 de junho, o primeiro passo para se transformar no palco da Copa do Mundo de 2014. Representantes do governo do Estado e da prefeitura estão no Rio para o seminário destinado às 12 cidades-sede, promovido pelo Comitê Organizador do Mundial. O objetivo é discutir questões referentes à construção e reforma de estádios e mobilidade urbana, conforme as exigências do caderno de encargos da Fifa.
Segundo o coordenador executivo do Programa Estado para Resultados, do governo de Minas, Tadeu Barreto Guimarães, nomeado para comandar a comissão mineira no seminário, o objetivo é simplificar algumas intervenções. O projeto seria transformado em módulos para facilitar o cumprimento das obrigações.
Neste caso, a reforma do Mineirão seria prioridade, considerando a realização da Copa das Confederações, um ano antes da Copa do Mundo. Os projetos viários para desafogar o trânsito em BH seriam executados posteriormente, com exceção da duplicação da Avenida Antônio Carlos, principal via de acesso ao estádio. A data prevista de entrega da obra é 28 de março de 2010.
"É uma reunião para reafirmar prazos e compromissos. Teremos estádio e estacionamento prontos, dentro das exigências do caderno de encargos da Fifa, até dezembro de 2012. O prazo final para a entrega das outras obras é julho de 2014", afirma Tadeu Barreto Guimarães, sem descartar adequações no projeto de uma forma geral.
"Quando se pensou esse projeto, o contexto econômico era outro e estamos apresentando um projeto arquitetônico conceitual. A própria Fifa pode exigir novos compromissos, o contrato aditado lhe dá esse direito. Um exemplo é, se for observada uma nova tecnologia na África do Sul, ela poderá ser obrigatoriamente aplicada no Mundial do Brasil", explicou.
O principal desafio dos núcleos de gestão mineiros para a Copa será viabilizar recursos para melhorias na infraestrutura viária da capital. O plano de investimento apresentado à Fifa prevê mais de R$ 6,3 bilhões em obras de expansão do metrô, considerado prioritário, sobretudo porque vai interligar as regiões Norte e Centro-Sul, sistema de deslocamento rápido de ônibus e outras intervenções urbanas.
Outro desafio é a duplicação da Avenida Pedro I, projeto executivo da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, para facilitar o acesso ao Mineirão. Na Antônio Carlos, haverá a combinação com a rede expressa de ônibus, adotando modelo similar ao de Curitiba, do trem sobre rodas, para agilizar o embarque e desembarque de passageiros.
Fonte: Estado de Minas, Ludymilla Sá, 9/06/2009.
Imagem: Otempo.com.br
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