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  • Carona em alta

    Ações individuais podem gerar melhorias mundiais

     

    Somos egoístas: 65% dos automóveis da cidade de São Paulo andam apenas com seus motoristas – a média geral é de 1,49 pessoas por veículo, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego. Bastaria que 5% passassem a levar outro passageiro para que 450 mil carros saíssem de circulação. O arquiteto Paulo Mendes da Rocha apontou para a estupidez que é usar um veículo de 700 quilos (que ainda por cima fica parado no trânsito) para levar apenas uma pessoa de 70 quilos.

     

    Por essas e outras, surgiram aqui e lá fora alguns movimentos para incentivar a carona. São principalmente sites e iniciativas do governo que facilitam os encontros de quem vem e vai para as mesmas bandas. As vantagens são muitas: diminuição da emissão de poluentes, do número de carros nas ruas, da necessidade de vagas para estacionamento e, já que é feito o revezamento, do gasto de combustível e do estresse do motorista. Em países como os EUA, a carona é incentivada desde a Segunda Guerra Mundial, para economizar combustível. Lá, e também no Canadá e na Noruega, não apenas várias empresas incentivam o uso de caronas entre seus funcionários (chamada de carpooling), com vagas preferenciais de estacionamento e até bônus salariais, como há faixas exclusivas nas vias de tráfego intenso para automóveis com mais de dois passageiros.

     

    Aqui no Brasil, já há sites de carona para alunos de algumas universidades, como o da Unicamp, além de campanhas como o Dia da Carona Solidária, o projeto Rua Viva e o projeto MelhorAr, que propõem a redução de veículos, pensando em atingir primeiro o público interno das grandes empresas para depois abranger a população como um todo. É preciso desenvolver um senso de cidadania, no qual cada um tenha consciência de seu papel no futuro do planeta. A carona solidária pode, sim, ser uma realidade no Brasil. A carona é um compromisso com a comunidade, com a cidade, com a saúde pública e com a vida. Como se vê, é tudo uma questão de boa vontade e de assuntar com vizinhos, colegas de trabalho e pais de colegas dos filhos nas escolas para se organizar em redes de caronas.

     


    Fonte: Revista Vida Simples, por Daniel Benevides; e Site Planeta Sustentável






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