Discussão apresenta intervenções que resultariam em um futuro mais sustentável para todos
O carro pode ser considerado um item de conforto para muitos, entretanto, é inegável que o meio ambiente vem sofrendo com esta inovação moderna. Com o objetivo de buscar alternativas e soluções que levem a um uso sustentável do automóvel nas grandes metrópoles, o Instituto Akatu, de São Paulo, realizou uma oficina com a participação de representantes de algumas empresas: Energias do Brasil, Itaú, Philips, Nestlé, HP, Soluttia e Companhia de Notícias. Durante esta discussão, surgiram diversas dicas para o uso consciente do carro:
Desenvolvimento de tecnologias mais limpas Diminuir os impactos negativos no ambiente e na saúde decorrente da quantidade excessiva de carros em circulação na cidade foram preocupações fundamentais dos participantes da oficina. Nesse sentido, foram elencadas sugestões específicas, como o investimento das empresas e dos governos em novas tecnologias a serem usadas nos carros, mais limpas e sustentáveis, diminuindo a geração de resíduos, durante a montagem, na manutenção (troca de peças) e também na hora do descarte final dos veículos. As fábricas de automóveis que adotassem materiais recicláveis em seus componentes e pensassem na cadeia produtiva do veículo como um todo nessa mesma direção, buscando reduzir o impacto gerado pelo produto, poderiam ser beneficiadas pelo poder público de alguma forma.
Uso de combustíveis de fontes renováveis A adoção de combustíveis alternativos, renováveis, menos poluentes e com menor impacto no aquecimento global foi também destacado pelos presentes. O incentivo a carros “flex”, possibilitando que cada um possa fazer sua escolha, foi ressaltado como um bom caminho a seguir. Como sugestão adicional, os táxis da cidade poderiam ser incentivados pelo governo, por meio de benefícios fiscais, a rodar exclusivamente com combustíveis renováveis, abandonando definitivamente os combustíveis fósseis.
Educar os novos motoristas Foi sugerido incluir tópicos de educação para o consumo consciente do carro (e do consumo consciente de modo geral) nas escolas e fomentar as discussões sobre o tema nas associações comunitárias de modo a contribuir para a modificação da cultura de transportes na cidade – de um perfil intrinsecamente individualista para um modo mais solidário que valorize soluções coletivas.
Expansão do rodízio de veículos e implantação de pedágio urbano Pedágio para circulação nos locais e horários de maior movimento (como já acontece no centro de Londres, no Reino Unido) e a expansão do rodízio para o dia inteiro foram também cogitados na oficina. Foi sugerido que o dinheiro recolhido pelos pedágios reforçaria o orçamento municipal para investimento no transporte coletivo.
Outras sugestões Dos governos pede-se ainda que façam cumprir as leis de trânsito, garantindo o respeito à circulação de pedestres, o que daria mais segurança para as pessoas irem caminhando ou de bicicleta para o trabalho. Também foram apontadas as necessidades de ampliação dos corredores para os transportes públicos, de melhora da qualidade dos serviços de ônibus, trens e metrôs, além do estabelecimento de metas para o nível de poluição com monitoramento contínuo dos resultados obtidos e da redução dos impactos pelo menor uso dos carros.
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