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  • Calçadas amigáveis

    Mais do que um exercício de cidadania, cuidar da calçada é motivo de prazer para muitos moradores. Inspire-se nos depoimentos a seguir e veja também como conquistar uma entrada primorosa valendo-se das regras urbanísticas de sua cidade


    Passeio acessível
    Calçada ideal é aquela que promove um caminhar seguro e confortável à criança, à moça de salto, ao senhor de idade com bengala e ao cadeirante. Para atender a essa diversidade de pedestres, invista numa superfície firme e contínua, com acabamentos que tenham uma sutil rugosidade, o que evita escorregões em dias de chuva. Neste projeto, a escolha foi por placas cimentícias de dois tons. O mais escuro delimita a área de passeio e contrasta com as peças mais claras e de tamanhos menores.


    Recepção vistosa
    Raro é o dia em que a moradora passa por este jardim externo sem apreciar uma nova flor. Sempre impecável, o lugar virou motivo de orgulho e elogios entre os vizinhos depois da reforma. “Foi tirar o piso de cimento esburacado, do antigo dono, para tudo mudar”. Na área, nasceu uma faixa central de pedra miracema de 1,50 m, ladeada por canteiros de buxinho, azaleia e grama esmeralda (todos de fácil cuidado). Contratempo ela tem com alguns donos de cachorros, que não recolhem os excrementos dos pets. “Eles, um dia, vão apreciar o belo com respeito”.


    Charme à meia-sombra
    Para quem planeja investir em uma nova entrada para a casa, o conselho de um morador experiente: “De nada adianta cuidar por uns dias e esquecer o resto do ano”. Lembrando desse princípio, garante ele, você só terá alegrias. “Esta calçada, de 3,50 m de largura retribui o carinho de minha dedicação promovendo sombra à casa e dando cor à fachada”. Por isso, ele está sempre atento à limpeza dos canteiros e à rega. Também fica de olho no piso de cimento. Prático, esse acabamento com os anos cria fissuras, que, se não forem tratadas, viram buracos perigosos para tropeços.


    O que pode e o que não pode
    Antes de mexer na sua calçada, consulte a prefeitura de sua cidade, pois não se deve plantar ou podar uma árvore em área pública sem autorização. Ao dono da moradia cabe sempre a tarefa de conservar o piso, pois, em mau estado (com raízes de árvores sobressalentes, com buracos ou com acabamento escorregadio), ele se torna perigoso aos pedestres. Em algumas cidades, calçadas malcuidadas estão sujeitas a multas se houver reclamações.

    Calçada permeável
    O arquiteto paisagista Luiz Portugal virou fã de pisos intertravados-drenantes. “É uma maravilha, pois eles absorvem parte da água da chuva e não geram entulho na colocação”, detalha o profissional, que nesta calçada, de 1,20 m, escolheu um modelo feito de massa cimentícia com agregados de mármore e granito. Para garantir uma superfície plana e contínua por anos e anos, Luiz também foi cauteloso ao projetar canteiros com espécies de raízes curtas, como moreias e ipê-amarelo ou grama esmeralda.

    Por que usar piso drenante
    Cobertas de asfalto, as cidades se tornaram impermeáveis, cabendo aos bueiros receber toda a água da chuva. Não raro, eles não aguentam o fluxo intenso e transbordam, alagando ruas e avenidas. Dispostos a atenuar essa situação, arquitetos e paisagistas decidiram valorizar o solo vivo, dispensando mantas de impermeabilização (quando não há garagem no subsolo). Em seu lugar, eles dispõem um compacto mix de camadas com pedras, pedriscos, manta de drenagem e areia e aplicam na superfície pisograma ou placa com microporos. É essa dupla combinação que cria uma calçada drenante.



    Fonte: Juliana Tourrucôo, Revista Casa Claudia, 12/2009, no site Planeta Sustentável.



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