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  • Conversão de motor para flex tem pequena procura

    Serviço traz a possibilidade de economia para o consumidor, mas requer análise antes da decisão


    Proprietários de veículos que possuem modelos anteriores à chegada da tecnologia flex ou que compraram depois, mas optaram por monocombustível podem fazer a conversão do motor para aceitar álcool e gasolina. O procedimento traz a possibilidade de economia para o consumidor ao permitir a escolha do combustível que apresentar maior vantagem de preço na hora de abastecer. Em Uberlândia, a conversão não é muito comum, mas é possível encontrar adeptos do serviço. O comerciante Danilo Santos Lima fez a conversão do motor do seu carro há três anos e disse ter ficado satisfeito. Segundo ele, a economia com combustíveis no período ficou em torno de 15%. “Rodo muito, por isso optei pela conversão. Mas, antes, avaliei os pontos positivos e negativos.”

    Quando se fala em vantagens, os proprietários das oficinas são incisivos. “Avaliamos caso a caso, mas, na maioria, a conversão não é a melhor alternativa”, afirmou o mecânico Anísio Caldeira Filho. Ele explicou que, para se fazer a conversão, é necessário trocar todo o sistema de injeção eletrônica e para quem roda pouco o valor investido se torna inviável”, disse. Ele explica que o motor e a injeção eletrônica são desenvolvidos em conjunto. “O programa de injeção é um software fechado que não aceita adaptações. Com a conversão, o novo mapa eletrônico do carro fica incompatível com o restante da mecânica e pode causar transtornos”.

    Segundo Caldeira, os veículos flex saem de fábrica com sistemas desenvolvidos sob rigorosos critérios, em que a parte mecânica trabalha em conjunto com toda a eletrônica do carro. Por isso, os prós e contras precisam ser avaliados. O mecânico disse ainda que o desempenho dos veículos convertidos pode sofrer alterações significativas, como passar a consumir mais combustível. O mecânico Marcos Antônio Tavares, que está no ramo há cinco anos, tem uma orientação para quem for fazer a conversão: “Para ter economia é necessário encher o tanque e rodar pelo menos 40 litros primeiro. Só depois, o motorista deverá reabastecer o carro. Dessa forma, o sistema reconhece o combustível e oferece um melhor desempenho.”

    De acordo com Ricardo Caixeta Martins, inspetor da Ative, empresa credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) Inmetro em Uberlândia, a prática de conversão de motores de veículos não é ilegal. No entanto, qualquer alteração no veículo que envolve a substituição de componentes de segurança ou modificação da estrutura, além das especificações do fabricante, requer um certificado de segurança veicular e essa regra vale também para os carros convertidos. Segundo o inspetor, o primeiro passo é procurar o Departamento de Trânsito (Detran) e solicitar uma pré-autorização para a conversão do combustível do veículo. Em seguida, o motorista procura a oficina de sua confiança e realiza a conversão. Feito isso, o próximo passo é procurar uma empresa credenciada pelo Inmetro e solicitar a inspeção do veículo. Caso aprovado, será emitido o Certificado de Segurança Veicular (CSV) com as respectivas alterações. Com o CSV em mãos, o motorista paga uma taxa de R$ 48,84 no Detran e solicita a alteração no documento do veículo.


    Fonte: Correio de Uberlândia, 03/07/2009, no Portal do Trânsito.




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